O difícil é quando ele é o cara errado pra você, mas você é a mulher certa pra ele. Aí fode tudo. Errado com errado acaba em putaria, certo com certo acaba em casamento, mas errado com certo acaba em eu deitada na cama chorando em cima do travesseiro. Acaba comigo.
— 
Tati Bernardi. (via ventonotrigo)

(Source: versossoltos, via desapegar-se)

A PRIMEIRA VEZ QUE ENTENDI

 

A primeira vez que entendi do mundo
alguma coisa
foi quando na infância
cortei o rabo de uma lagartixa
e ele continuou mexendo.

De lá pra cá
fui percebendo que as coisas permanecem
vivas e tortas
que o amor não acaba assim
que é difícil extirpar o mal pela raiz.

A segunda vez que entendi do mundo
alguma coisa
foi quando na adolescência me arrancaram
do lado esquerdo três certezas
e eu tive que seguir em frente.

De lá pra cá
aprendi a achar no escuro o rumo
e sou capaz de decifrar mensagens
seja nas nuvens
ou no grafite de qualquer muro.

 

  

Affonso Romano de Sant’Anna, in “Vestígios”

Venta…
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

Os problemas da vida são do tamanho que a gente dá a eles. Eu não levo rancor de nada, mas carrego cicatrizes.
— 
(Mallu Magalhães)

(Source: federicoezequieldevito, via desapegar-se)

No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.
— 
Caio F. Abreu (via cerimoniais)

(via desapegar-se)

“Pessoas não encomendam o roubo de obras de arte que nunca viram ou que tenham visto apenas uma vez. Elas se apaixonam por obras específicas e querem passar a possuí-las. Trata-se de um caso de amor. Do mesmo modo que podemos seguir uma mulher maravilhosa vista na rua, o roubo de obras de arte é o equivalente da sedução e da conquista. Um desejo de possuir e ser possuído, o desejo de ter criado algo de tamanha beleza”.

“Mais de 90 por cento dos criminosos envolvidos com roubos de obras de arte são pessoas ricas, que frequentam a alta sociedade, geralmente homens, quase sempre brancos, que tem algum envolvimento com o mundo da arte no nível legal[…] Também sentem algum tipo de vínculo com a arte que roubam”.

“Esse homem tem seus principios morais, na medida em que isso é possível em se tratando de um criminoso procurado. Sempre senti que existia um código de honra entre ladrões, dignidade tranquila e elegancia num roubo não violento e engenhoso, milimetricamente executado”.

“Bons ladrões estão entre algumas das pessoas mais profissionalmente honestas que eu conheço quando tem algo a ganhar com essa honestidade”.

“Confie nos ladrões”.

“No topo do sistema de castas, o crime ligado à arte era socialmente aceitavel, e até mesmo considerado prestigioso e fascinante. Era o único crime sério que o público tendia a ter empatia com os criminosos.”

“Um misto de voyeurismo - num mundo elitista e glamuroso”

Eu parei de demonstrar, não de sentir.

(Source: amargar, via restodeumasaudade)

Apenas seguir em frente. Primeiro, porque nenhum amor deve ser mendigado. Segundo, porque todo amor deve ser recíproco.
— 
Martha Medeiros    (via duardaangel)

(Source: a-q-u-a-r-e-l-a, via desapegar-se)

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
— 
Clarice Lispector (via adooravelpsicose)

(Source: p-e-r-f-i-l, via desapegar-se)

Meu mal é gostar de pessoas que não entendem nada de amor.
— 
(Cazuza)

(Source: c-a-z-u-z-a, via desapegar-se)

E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, permanece.
— 
Tati Bernardi  (via extranasensacion)

(Source: rasurar, via smiles-is-drugs)

Sabin, o Guardião do demônio da Dúvida, permanecia de pé nas catacumbas de uma antiga pirâmide, ofegando, suando, suas mãos banhadas no sangue de seu inimigo, seu corpo rasgado e machucado, enquanto contemplava o açougue a seu redor. Açougue que ele tinha ajudado a criar.

     As tochas piscaram com tons laranja e dourado, entrelaçando-se com as sombras ao longo das paredes de pedra. Estas estavam agora salpicadas de um vermelho vívido, gotejante… compacto. O arenoso chão era como uma massa espessa, molhada e pintada de negro. Até meia hora tinha sido da cor marrom do mel, grãos brilhantes e dispersos quando tinha andado por ali. Agora os corpos manchavam cada polegada quadrada do pequeno corredor, o aroma da fatalidade se elevando deles.

     Nove de seus inimigos tinham sobrevivido ao ataque. Os tinha despojado de suas armas, empurrado a um canto e amarrando com cordas. A maioria tremia de medo. Uns poucos tinham endireitado os ombros, os narizes levantados no ar, o ódio em seus olhos, se negando a voltar atrás inclusive em seu fracasso. Condenadamente admirável.

     Uma lástima que essa valentia tivesse que ser sufocada.

     Os valentes não cuspiam seus segredos e Sabin os queria.

     Ele era um guerreiro que fazia o que tinha que fazer, quando tinha que fazer, sem importar o que se requeresse dele. Matar, torturar, seduzir


Tem como não amar? Deliiiicia :D

Gena Showalter - Guerreiros do Submundo.

“Quando Mr.Thornton deixou a casa naquela manhã, estava quase cego pela sua paixão frustrada. Sentia-se tão atordoado como se Margaret, em vez de olhar, e falar, e se mover como uma mulher graciosa e terna, fosse uma robusta vendedora de peixe que tivesse lhe dado um terrível golpe com os punhos cerrados. Sentia fortes dores no corpo, uma violenta dor de cabeça e uma palpitação intermitente. Não podia agüentar o barulho, as luzes fortes, o ruído e o contínuo movimento da rua. Achava-se um tolo por sofrer dessa maneira. Ainda assim não podia, no momento, lembrar a causa do sofrimento, nem se era adequado às conseqüências que havia produzido. Teria sido um alívio para ele se pudesse sentar-se e chorar no batente da porta, como uma criança pequena que se enfurece e reage com lágrimas apaixonadas a alguma ofensa que tenha recebido. Ele disse a si mesmo que odiava Margaret, mas uma sensação selvagem e aguçada de amor cruzava como um raio aquele sentimento sombrio e retumbante, até mesmo quando formou as palavras que expressavam ódio. Seu maior conforto era abraçar o seu tormento, e sentir, como de fato tinha dito a ela, que, embora pudesse desprezá-lo, rejeita-lo, trata-lo com sua orgulhosa e soberana indiferença, ele não mudaria nada. Ela não podia fazê-lo mudar. Ele a amava e a amaria sempre. E desafiaria a ela e a esta miserável dor no corpo”.

North & South

infinito-amor:

“Precisava te dizer tanto. E não direi nada.”
 (Caio Fernando Abreu)

infinito-amor:

“Precisava te dizer tanto. E não direi nada.”

(Caio Fernando Abreu)

Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas, quando estiver comigo, seja todo você. Por favor, não me apareça pela metade.
— 
Caio Fernando Abreu (via lovestupid)

(Source: re-can-to, via desapegar-se)